quarta-feira, 12 de junho de 2013

Natação Especial


Eliana Patrícia Pereira é professora e trabalha com deficientes físicos e mentais há vinte e dois anos, tendo iniciado numa época em que este tipo de atividade não era comum ou mesmo bem compreendida. Sua primeira aluna com Síndrome de Down representou um desafio que a fez buscar capacitação, pois “cuidar, sem desenvolver potencialidades era o mais comum nas escolas”, e, para atingir sua meta, começou a desenvolver projetos nesta área, tendo montado os Jogos da Inclusão, realizados anualmente.

Na UniBrasil, um projeto de extensão atende atualmente 53 alunos, agregando autistas, deficientes mentais e deficiência motora, que nadam e fazem atividades aquáticas sob supervisão de Eliana.

Esta é uma reportagem especial que fiz em parceria com minha colega Emily Kravetz (www.fabricadejornalistas.blogspot.com), sob a orientação da Profª Elaine Javorski.

No exterior, são heróis. Aqui, são vândalos.

“Com 270 mil assinaturas contra, ainda assim corre o risco da PEC [da impunidade] ser aprovada. Que poder que o povo tem?”

Este foi o questionamento de uma amiga hoje pelo facebook. “Que poder o povo tem?”. Parece que nenhum, né? Eu, por vezes, me sinto impotente diante de tanta corrupção, impunidade, situações vergonhosas acontecendo debaixo dos nossos narizes e nós preocupados com o final da novela das 20h.

Turquia, Egito, Síria... Exemplos de luta pela liberdade, luta por seus direitos, luta contra as insatisfações. E no Brasil?
Pois eu vou escrever sobre o Brasil:

Petições on line contra Renan Calheiros obtiveram quase 2 milhões de assinaturas. O que a maioria diz? ESSAS PETIÇÕES NÃO VALEM NADA!

Passeatas contra a corrupção não contam com mais de 100 pessoas. Por quê? EU NÃO VOU NESTAS PASSEATAS QUE NÃO VÃO MUDAR NADA!

Manifestações contra o aumento do preço da passagem do transporte coletivo em SP. SÃO UM BANDO DE DESOCUPADOS, VÂNDALOS, BADERNEIROS.

Aí, em uma roda de amigos, estes mesmos “destruidores” da vontade de mudar dizem em alto e bom som (para parecerem minimamente seres humanos): O BRASIL ESTÁ COMO ESTÁ PORQUE NINGUÉM FAZ NADA.

Oi?!

Voltando ao questionamento da minha amiga. Nós, o povo, temos duas formas de poder. O primeiro é o voto, que deve ser exercido com a consciência do valor que ele tem. Votou e o cara só faz cagada no poder? Não se preocupe. Você tem o segundo poder: COBRAR! Fazer algazarra. Gritar. Espernear. Isso tudo para, pelo menos, ser ouvido em seu direito de cidadão.

Espero, do fundo do coração, que as manifestações só aumentem e só parem quando a resposta do Estado for outra que não a violência. Quando tivermos espaço para expor idéias e quando formos ouvidos com um mínimo de dignidade.

Humor nosso de cada dia

Não é exatamente novidade minha veneração pelo humor. Desde piadas do tipo "o que é um pontinho..." até piadas que ninguém tem coragem de contar, mas todo riem mentalmente. Na verdade, gargalham.

E acho, realmente, que o brasileiro tem o dom de fazer piada com absolutamente tudo. Acho, até, que este é o nosso "cano de escape" diante das barbáries que vemos todos os dias: violência, corrupção, impunidade, fome, descaso, etc, etc, etc. A lista é enorme mesmo.

Pensando nisso, selecionei meus 5 vídeos de humor crítico favoritos. Eis os vencedores...


Rafinha Bastos, com seu humor bastante característico, explica que, para tirarmos o país das mãos dos nossos excelentíssimos políticos Filhos da Puta, é preciso acreditar na honestidade de alguns políticos. Mesmo que poucos.


Sim, de novo. Aqui, Rafinha satiriza o movimento Gota D'Água, encabeçado por uma penca de atores globais que nunca deram a mínima pra nada e, de repente, se tornaram ativistas. #EuCurti



Sei que posso ser duramente criticada por este vídeo, mas eu realmente TÔ CAGANDO! Aliás, sugiro uma reforma educacional para que passem a nos ensinar, também, esta teoria sobre o Ciclo da Vida, do excelentíssimo Porta dos Fundos.

Quem nunca passou por um perrengue pra conseguir qualquer coisa das empresas de telefonia móvel? Pois é! Porchat dá vida aos desesperos silenciados de milhões de brasileiros. Do canal Anões em Chamas, um parente não tão distante do Porta dos Fundos.


Por último, o melhor. Com aquela acidez e sarcasmo que tanto amo, eis uma propaganda turística sobre o nosso (atualíssimo) Brasil. Vem, gente! Venham morrer no Brasil!!


TV: um perigo para a democracia



Super recomendo o livro "Televisão: um perigo para a democracia". Publicado em 1995, a obra conta com um artigo de John Condry sobre a influência da TV na formação das crianças e com uma entrevista bastante interessante com o filósofo austríaco (naturalizado britânico) Karl Popper, que traz uma proposta bem interessante para solucionar o “poder desenfreado da TV”, que, segundo ele, é anti-democrático.



Separei alguns tópicos bem interessantes do livro:
  • “Educamos nossos filhos para a violência através da comunicação de massa.”
  • A TV, ao mesmo tempo que é a expressão de um princípio de liberdade, traz danos sociais:
    • Influência sobre comportamentos
    • Concorrência com escola e família
    • Distorção do debate público
    • Inflação dos mitos
  • Para Popper, a TV é como a guerra: Ambas geram perturbações e a perda de sentimentos normais, corolários de um mundo bem organizado
  • Crianças já não mais socializam e interagem, mas baseiam seus valores e visão de mundo pelo que vêem na TV. Só que, diferente de um adulto, as crianças não têm capacidade total de separar realidade e ficção.
  • Como, então, controlar o poder da TV em um ambiente liberal?

Se você também é daqueles que se incomoda com o conteúdo televisivo e com desculpas esfarrapadas do gênero "fazemos programas assim porque o povo quer", então você não pode deixar de ler este livro. Recomendo!

Sai de Baixo está no ar!



Estreou ontem, 11, os novos episódios do humorístico Sai de Baixo, no canal de TV a cabo Viva.

Foram produzidos 4 novos episódios com alguns dos integrantes originais do seriado: Aracy Balabanian, Luis Gustavo, Miguel Falabella, Marisa Orth e Marcia Cabrita, além da direção de Denis Carvalho. Os programas fazem parte da comemoração de 3 anos do canal a cabo.

De "tenho horror a pobre", passando por "cala a boca, Magda", a impressão que eu tive é que eles nunca saíram do ar. Confesso que parece menos engraçado do que era há 11 anos. A gente cresce e a ideia de humor vai mudando. Mas ter de volta, mesmo que temporariamente, as peripécias desse grupo é, no mínimo, uma delícia.

Todos mais velhos e mais cheinhos (exceto a Cabrita, que está com corpo de modelo). Mas a alegria e a intimidade são os mesmos. Aquele jeito que só eles têm de interagir com a plateia é tão característico que só cabe a eles. Mesmo outros programas, inclusive com Miguel Falabella, tentaram o método, mas parecia que não cabia a ninguém, exceto a este grupo.
 
Sinto falta do Riba e da Edileusa. Espero que os 4 episódios virem temporadas inteiras. Espero que a chatice da TV brasileira saia de da frente, porque o Sai de Baixo está de volta.




segunda-feira, 10 de junho de 2013

Será uma luz no fim deste túnel escuro, cansativo e cheirando a café chamado Jornalismo?

Fonte: internet


Eu demorei para entrar na faculdade. Prestei vestibular 4 vezes (Biologia, Biologia, Administração, Letras). Não estudei em nenhuma delas e, obviamente, não passei. Mas, hoje, vejo que isso foi bom. Não tinha ideia do que queria da vida. Em 2010, estava sem emprego e sem perspectivas. Para alguns, isso é ruim. Para mim, era o momento de decidir fazer qualquer coisa que eu quisesse.
E pensei... Pensei... Cogitei... Pesquisei... E, sem mais delongas, optei pelo Jornalismo. Estava em dúvidas entre PP e Jornalismo, já que sempre curti cinema e queria ter contato com esta área. O Jornalismo me pareceu mais abrangente e, confesso, o suposto glamour da profissão me envolveu.
2011. Primeiro dia de aula. Sala cheia. Todo mundo tímido. Apresentação do curso. Lindo! Conhecer a infraestrutura. Meu Deus, estou no paraíso!
Primeiras aulas, primeiras provas e trabalhos. Primeiras noites em claro. Primeiros litros seguidos de café. E tudo continuava lindo. Segundo período... Terceiro período... Quarto período... Quinto período. A maioria largou o curso. Professores vieram e foram. Deixaram suas marcas (para o bem ou para o mal). E o Jornalismo continua LINDO! Apaixonante! Viciante! A comunicação é fascinante. A teoria é linda! Já a prática...

Há um tempo venho tentando colocar em palavras o que penso sobre a ideia de que o "Jornalismo está morrendo". Não, amiguinhos. Não está. E lendo um texto publicado na última semana eu consegui vislumbrar um vulto deste corporativismo maldito que se apodera cada vez mais da função do jornalismo (sei que corro o risco de parecer comunista, O QUE NÃO SOU, mas o corporativismo é mesmo um grandessíssimo FDP, neste caso). Esta prática chamada de Jornalismo, mas feita para gerar lucros (tão somente) me fez brochar com relação à profissão. Se isso é ser jornalista, eu agradeço, mas passo. Só que, adivinhem? Isso não é o jornalismo em si, apenas um "modelo comercial de distribuição de informação".

Fonte: internet


Em seu texto "O Ficaralho", publicado no blog Casca de Besouro, Bruno Tortura fala sobre esta fundamental diferenciação entre o que, de fato, é jornalismo, e o que é apenas uma forma (decadente e burra) de distribuir informações. Sem mais delongas, segue o texto.

"Um Passaralho só não traz o inverno: Estadão, Trip, Folha de S. Paulo, Record. Todas empresas demitindo de uma vez dezenas de jornalistas e profissionais de mídia nas últimas semanas… e ainda aguardamos o profetizado Passaralho da Abril que, pelos rumores, vai decepar até 1000 funcionários e 10 títulos da editora. O que, tantos acreditam, vai levar à mendicância os já paupérrimos frilas. “RIP Jornalismo”, é o que tenho lido e escutado dos colegas nas redes e botecos.
Mas vamos apurar essa história direito…
É o jornalismo em si que está moribundo? Ou o modelo comercial de distribuição de informação?
É o ofício de catalizar o diálogo público com fatos e opiniões que está com os dias contados? Ou o pensamento analógico, ganancioso, baseado em números de circulação e venda de publicidade?
Não estaremos confundindo, reféns da tediosa periodicidade de publicações e salários, jornal com jornalismo?
Para mim, há uma maneira mais interessante, e realista, de entender a revoada dos Passaralhos.
Já vi e vivi demissões coletivas. E, aos poucos, deu para notar uma mudança crucial no Day After. Antes os deprimidos, os arrasados, os desamparados eram os que perderam a vaga. Eram como se tivessem sido explusos de uma festa que iria seguir sem eles. Hoje, a tristeza está bem mais do lado de quem ficou. Como se a festa estivesse, e está, do lado de fora.
Semana passada vi a alegria de amigos que perderam juntos o emprego, animados pela fronteira aberta. E vi a depressão, literalmente o choro dos que sobraram na redação, agora acumulando funções, fazendo o trabalho de 3, repetindo uma rotina que não parece ter qualquer propósito senão o precarizado salário. Ficou claro para mim.
As demissões são, na verdade, Ficaralhos. Se fode quem fica.
Creiam… Não é necessariamente uma tragédia ter tantos, e bons, jornalistas na rua sem muita chance de voltar a um emprego formal tão cedo. Pode ser, ao contrário, uma excelente notícia. O ambiente perfeito, na ausência de gabinetes e editores, para o jornalismo se reencontrar na rede e nas ruas. Há o potencial de uma idade de ouro da reportagem hoje em dia.
A consolidação das redes sociais, o hiperfluxo de informação, o streaming e a emergência de uma massa conectada pronta para repercutir e compartilhar notícias e histórias, deu ao veículo tradicional um papel cada vez mais dispensável. Mas pede ao repórter, ao fotógrafo, ao designer, ao colunista um papel cada vez mais ativo de oferecer matéria-prima e contexto para o diálogo público. Ao se confundir com um nome no expediente, ao se condicionar ao falso conforto de um salário, o jornalista vira às costas ao seu maior ativo, a autonomia. E acaba no confortável e cínico papel de vítima da “morte do jornalismo”.
Para mim uma coisa é clara: a rede vai matar o jornal para salvar o jornalismo.
Ok. Tudo muito bonito, muito estimulante. “Mas e o dinheiro”, perguntam os colegas, “onde está?”. Uma coisa eu garanto: não está nas redações. O pouco que sobrou não vai dar nem para a janta.
Eis a parte mais arriscada, e inevitável, da missão dos filhos do Passaralho. Criar um novo mercado para sustentar suas famílias e reportagens a partir da lógica de compartilhamento. Sem o antes conveniente e inevitável, a agora parasitário e dispensável, publisher.
Tenho certeza que é esse o sentimento, intuitivo ou não, de riscos e possibilidades que está dando essa felicidade súbita aos demitidos."

Entendeu? Não é o jornalismo que está morto. Por isso, há uma luz no fim deste túnel.

 "A esses eu faço o convite:
Semana que vem, terça-feira, dia 11 de junho, vou ajudar a promover junto com o Fora do Eixo e do Existe Amor em SP, uma reunião aberta com profissionais de mídia, desempregados ou a fim de se desempregar, para apresentar um projeto que vem sendo elaborado em fogo brando há mais de um ano. E que agora está no ponto para receber todos os que se animarem com a ideia: NINJA (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação).
Um grupo de comunicação amplo e descentralizado, a fim de explorar as possibilidades de cobertura, discussão, repercussão, remuneração e da radical liberdade de expressão que a rede oferece. Streaming, impressos, blogs, fotos, debates públicos sem o fantasma do lucro e do crescimento comercial como condições primordiais para o trabalho. Por enquanto, nosso melhor investimento é entender a frequente e saudável relação inversa entre saldo bancário e propósito.
Quem estiver a fim de conversar por favor me escreva e fique de olho nas minhas redes. Logo divulgo local e horário dessa primeira reunião."

Sim! Fiz propaganda do evento porque acredito que (só) é possível fazer jornalismo de verdade fora da grande mídia. Este jornalismo de essência, aquele jornalismo citado por Ciro Marcondes Filho em seu livro A Saga dos Cães Perdidos. Cães estes que estão cada vez mais cabisbaixos por conseguirem uma carreira meteórica na grande mídia, mas cada vez mais afastadas da arte do jornalismo de verdade.

Se eu optar pela atividade jornalística um dia, quero ser uma baita de uma cachorra, bem encontrada, daquelas que fazem questão de deixar seu recado para os desavisados pisarem e sentirem o cheiro que emana de um jornalismo bem feito.



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Hemlock Grove... Difícil classificar...




 UAU! Nem sei por onde começar...

Junte tudo que você já viu sobre vampiros, lobos, terror, cientistas e anjos. Juntou? Agora assista Hemlock Grove, série produzida pela Netflix, e você vai ter boa parte do resultado obtido. Definitivamente, a série não é perfeita. Na verdade, apresenta alguns erros básicos no roteiro, tanto que até o terceiro ou quarto capítulo eu ainda não sabia se gostava ou não, se continuava assistindo ou partia para outra.

Perseverante como sou, fui até o fim. E posso dizer que gostei.

Vou explicar mais ou menos o roteiro sem chover spoilers, ok?! Mas, às vezes, é inevitável.

Série de terror dirigida por Eli Roth e baseada no livro homônimo de Bryan McGreevy. Hemlock Grove é o nome da cidade onde a história acontece.

Peter Rumancek, um ciganos adolescente, acaba de chegar na cidade e já causa alvoroço, já que dá trela para outra adolescente local, Christina, que diz ouvir boatos de que Peter é um lobo. O que Peter não imaginava é que logo uma adolescente seria brutalmente assassinada e seu corpo encontrado perto da antiga fábrica da família Godfrey, que exerce um domínio bem peculiar sobre a região. Fato este que aumentou a força do boato e ele se tornou um dos suspeitos.

Roman Godfrey é outro adolescente, mas filho de Olivia Godfrey, dama controladora e “dona” da cidade. Roman é mimado, rebelde e muito, mas muito esquisito. Ao que parece, nem ele sabe do que é capaz.

Outros assassinatos acontecem e Roman e Peter, que a esta altura já desenvolveram um relacionamento parecido com amizade, resolvem tentar desvendar o mistério por conta própria. Juntos, vão descobrir muitas coisas impressionantes sobre suas famílias e sobre eles mesmos.

Basicamente, o que você vai encontrar é muito suspense, lobos, vampiros, biotecnologia e até uma caçadora de “inimigos de Deus” treinada pela Igreja Católica. Sim, é esquisito. Tão esquisito que levei um tempo pra começar a gostar da série.

Não sei se posso dizer que vale a pena ir até o final. Eu gostei. Mas, se você passar do 5º ou 6º episódio, vai ficar difícil parar. Mas, se prepare! Surge uma avalanche de informações nos primeiros capítulos, algumas ficam sem resposta, outras só serão sanadas nos últimos capítulos.



Eli Roth é conhecido pelos filmes ALBERGUE e ALBERGUE 2, além de atuar em Bastardos Inglórios, como o memoravelmente frio Donny “Urso Judeu” Dorowitz.

Em Hemlock Grove, faz um bom trabalho seguindo a mesma linha da série American Horror Story.



 


Famke Jenssen é Olívia Godfrey, mãe de Roman e Shelley. Viúva do irmão de Norman, Olivia é tão linda quando misteriosa. Dona do conglomerado Godfrey, que inclui uma velha metalúrgica desativada e uma empresa de biotecnologia, Janssen dá vida a uma mãe obcecada pelo filho e capaz de tudo quando quer conquistar um objetivo.





Dougray Scott é Norman Godfrey, psiquiatra e pai de Letha. Tem uma relação insossa com a esposa e intensa com a cunhada, Olivia.

 



Bill Skarsgard interpreta com maestria Roman Godfrey, filho de Olivia. Irmão de Alexander Skarsgard, o
Erik de True Blood, e filho de Stellan Skarsgard, Bill , definitivamente, herdou todo o talento da família. Roman é um personagem complexo, cheio de nuances. Você nunca sabe se ele é bom ou ruim. Sempre surpreendente, sexy e misterioro. Sem dúvidas, o melhor do elenco.




Amazon Eve interpreta Shelly Godfrey, filha caçula de Olívia e irmã de Roman. Shelly tem uma história bastante peculiar. Passou por alguns experimentos ainda criança e desenvolveu sérios comprometimentos físicos. Ainda assim, Roman é apaixonado pela irmã. Inclusive, Shelly é a reponsável pela mudança mais significativa na personalidade de Roman durante a história. O nome da personagem é uma clara menção a Frankenstein, da autora Mary Shelley.



Penélope Mitchell interpreta Letha Godfrey, prima de Roman e filha de Norman. Personagem um tanto quanto apagada na primeira metade da temporada, mas de suma importância na história.



 


Landon Liboiron, ator canadense, interpreta Peter Rumancek, um cigano misterioso que chega em Hemlock Grove às vésperas do primeiro assassinato. Com boatos de que ele seria um lobisomem, Peter sofre um bocado de bullying, mas sabe como dar a volta por cima. Aliás, às vezes você até esquece que ele é um adolescente de 17 anos.






Lili Taylor interpreta Lynda Rumancek, mãe de Peter. Embora tenha algumas participações, a primeira temporada não deixou muito claro qual é exatamente a participação dela.



Freya Tingley é Christina. Aos 15 anos, Chrissy está certa de que será uma grande escritora. Pra isso, ela alega que precisa ter experiências, porque é disso que vive um escritor. Peça chave no desenrolar da trama.



Joel de la Fuente interpreta Dr. Johann Pryce. É o braço direito de Olívia na empresa de biotecnologia Godfrey. Pryce guarda a sete chaves um experimento secreto denominado ... e, pra continuar trabalhando neste projeto, faz absolutamente tudo que Olivia manda.



Kandyse McClure. Ao saber dos assassinatos em Hemlock Grove, Dra. Clementine Chasseur aparece na cidade alegando ser do Departamento de Caça e Pesca e que ajudaria nas buscas do animal que estava causando terror na cidade. Na verdade, ela é enviada por um padre que organiza um tipo de sociedade secreta destinada a destruir os “inimigos de Deus”.



Aaron Douglas é o xerife Sworn, pai viúvo de duas garotas, amigas de Christina. Vai fazer de tudo pra descobrir quem é o assassino, mas vai sofrer um duro golpe no meio da história.


Quando pensei em desistir de assistir, o que me fez perseverar foi a técnica. A fotografia é quase sempre sombria, ambientes sempre escurecidos. A sensação é que é sempre entardecer. Muito bom!
Os efeitos especiais são bem interessantes, principalmente no quesito “transformação do lobo”. O cachorrão simplesmente sai de dentro do indivíduo, derrubando globos oculares, dentes, etc. Se não bastasse, ainda come a carcaça que sobrou do bípede que lhe prestava moradia. Sem mais delongas, veja a cena.



A trilha sonora foi tão bem escolhida que se torna parte integrante do cenário, das atuações, das sensações. Se você não quiser saber nada de Hemlock Grove, sugiro apenas que escute a trilha sonora que é assinada por Nathan Barr. Você não vai se arrepender!






PONTOS NEGATIVOS

Roteiro excessivo. Muita informação de uma só vez. Falta de informações sobre as primeiras informações. A impressão que dá é que não deram conta de explicar tudo. Mas vale lembrar que esta é apenas a primeira temporada. Outras ainda virão e espero que algumas explicações venham também.



PONTOS POSITIVOS                                                 

A série é tecnicamente impecável. Excelentes atuações, ambientação, clima, fotografia, enquadramentos, trilha sonora e boa direção. E ainda podemos assistir os 13 episódios de uma só vez, se quisermos. Só por este aspecto, vale a pena conferir Hemlock Grove.









terça-feira, 30 de abril de 2013

Carta aberta ao Vereador Municipal em Curitiba Senhor José Carlos Chicarelli

Carta aberta ao Vereador Municipal em Curitiba Senhor José Carlos Chicarelli (PSDC-PR),

Não votei no senhor na última eleição. E hoje agradeço a Deus por tal iluminação.
Acabei de ver suas declarações no site da Band News, sobre responsabilizar civil e criminalmente àqueles que (dentro de seus direitos de manifestação garantidos pela Constituição) organizam a Farofada no Granito.
O que não ficou muito claro em sua entrevista são os motivos que o levaram a esta indignação. Poderia esclarecer, por favor?

Fiquei pensando sobre o que poderia lhe deixar tão indignado... Eis algumas das minhas suposições:

1. O senhor mora no Batel e vai perder a paz do seu domingo. O senhor deve morar numa daquelas mansões das redondezas, compradas com dinheiro do povo (este mesmo povo que o senhor quer impedir de se manifestar PACIFICAMENTE!!!).

2. O senhor pode ter (e não disse aqui que o tem) rabo preso com os comerciantes da região, que estão fazendo biquinho, chorando e batendo o pé porque pessoas com menos de 6 dígitos na conta bancária estão circulando na região. Onde já se viu isso, né?! Pobre andando em calçada de granito!

3. O senhor não gosta de farofa. Nem de skate. Nem de seres humanos.

4. Como o senhor é evangélico (informação tirada de sua própria página na Câmara), muitos membros da sua igreja devem ter aderido à campanha e o senhor ficou nervoso. O jeito é ameaçar de processo criminal os organizadores. O medo sempre foi muito eficaz como método de repressão da liberdade.

5. Talvez o senhor se sinta um pouco melhor como pessoa circulando em calçadas de granito, sem ter que ver mendigos fedorentos deitados enquanto passeia (mesmo sabendo que boa parte da cidade está sem calçada, asfalto, saneamento, entre outros).

6. A recente onda de manifestações práticas incomodam a classe política, na qual o senhor está incluído. Antes, todos eram alienados e só reclamavam em casa. Mas, agora, as reclamações chegam ao senhor, seja por e-mail, carta aberta, manifestações organizadas pela internet, etc. Imagino que isso deva ser algo que irrita mesmo.

Enfim... Como eu disse, são só suposições. Coisas de uma mente fértil. Pode me ignorar.

De qualquer forma, ainda aguardo sua resposta sobre as bases legais para a declaração de penalizar civil e criminalmente estes manifestantes.

Meu mais cordial e nobre abraço (se o senhor, claro, não se incomodar de receber abraço de alguém que não tem nem o tampão da pia da cozinha de granito).

Liriane Bher Silvério Kämpf
(Se quiser, quando me responder, posso te mandar o número do meu título de eleitor. Fora o CPF e o RG, são os únicos números com mais de 5 dígitos em minha vida).

quarta-feira, 17 de abril de 2013

As belezas da internet

Não escondo de ninguém minha paixão pela internet e por tudo que ela proporciona. Sou totalmente integrada! Quem já leu Umberto Eco sabe do que estou falando. E o aspecto que mais amo nesta nova tecnologia é justamente a infinita capacidade de surpreender no que diz respeito aos produtos que pode oferecer. O céu é o limite!

Afinal, se não fosse a internet, quando e onde descobriríamos a talentosíssima equipe do Porta dos Fundos?? Ainda não sabe o que é? É um grupo de atores e produtores que resolveram criar material humorístico com qualidade de TV só que direcionado exclusivamente para internet. O resultado é um estrondoso sucesso e uma impressionante repercussão. Os vídeos, que são postados semanalmente, são espalhados com uma velocidade astronômica. São cerca de 1,5 milhão de visualizações em cada vídeo por semana! Os vídeos que fazem mais sucesso chegam fácil aos 2 milhões. E o canal do grupo no Youtube não tem nem 1 ano ainda.




E se não fosse a internet... Será que teríamos, um dia, a liberdade de escrever, apresentar, consumir este tipo de produto em TV?? Acho que não!
Abaixo, indico a entrevista que Rafinha Bastos fez com Gregório Duvivier, um dos criadores do Porta dos Fundos. Enjoy!






Tudo na vida tem um lado bom... Exceto o LP do Fagner...

"Certas coisas na vida deveriam durar o tempo necessário para se tornarem inesquecíveis." Alguém disse isso, mas eu não sei quem. Confesso que não confio nos direitos autorais indicados na internet. Até mesmo porque, ao buscar o autor, aparecem 5 diferentes em uma única página de resultados do Google. oO

Enfim... O que quero dizer é que têm coisas muito boas e que duram mesmo o tempo necessário. Se tornam inesquecíveis. Vide Friends, por exemplo. Mais um boato surgiu esta semana sobre o retorno da série. E mais uma vez a produtora Marta Kauffman negou. Segundo ela, Friends tratava de um grupo de amigos que formavam uma família unida, divertida, etc. Se voltássemos hoje a encontrar Monica, Chandler (seus filhos Jack e Erica), Phoebe (e Mike), Joey, Rachel, Ross (Ben e Emma), provavelmente seria meio estranho. Aquela aura que marcou o seriado dificilmente seria reconstruída.



Mas têm outras coisas que duram o tempo necessário para se tornarem inesquecíveis... por serem INFINITAMENTE RUINS E CHATAS! Vide Velozes e Furiosos, que anunciou ontem o SÉTIMO (!!!) episódio da série. Sério, gente? Algo de novo? Algo além de barulho, explosão e carros tunados (lindos, admito!)?? E ainda nem estreiou a 6ª sequência aqui no Brasil (previsão para 24/05)! Pra mim, este filme, de fato, se tornou inesquecível...


O crime não compensa?


Confesso, confesso... Usurpei este título da página Impeachment do Renan Calheiros. Sabe o que é? Não resisti. Ultimamente, o crime tem compensado muito pra quem pratica. Pelo menos no Brasil, né.

Renan Calheiros


Foto: André Dusek/A
Crime: O cara pintou e bordou no Senado. Foi acusado de falsidade ideológica, utilização de documentos falsos e peculato (basicamente, o servidor público se apropria de dinheiro ou qualquer outra coisa que tenha acesso por conta de seu cargo). Em 2007, teve que deixar a presidência do Senado por conta de denúncias de que suas despesas pessoais eram pagas por um lobista.
Recompensa: Toma! Fica aqui com o Senado pra você.

José Genoíno
Foto: Correio Braziliense





Crime: Condenado pelo STF no processo do Mensalão (dispensa comentários).
Recompensa: Toma! Pega a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados pra você!
João Paulo Cunha

Foto: Google Images




Crime: Foi condenado pelo STF por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, também dentro do processo do Mensalão.
Recompensa: Toma! Pega mais uma porção da CCJ da Câmara.








 

E, como se não bastasse toda esta palhaçada, temos o auxílio-relusão. Todos aqueles que estão presos têm o direito, na pessos de seus dependentes, a receber a bagatela de R$ 971,78.

E ainda querem me convencer de que o crime não compensa?













Sustentabilidade e Mercado

 
Foto: Emily Kravetz


"Bom dia. Tudo bem? Entrega pra Michelle Tesser Pedroso?!"

Michele, que é secretária executiva e tem 25 anos, ficou mais surpresa com o entregador, que veio de bicicleta, do que com o presente que o marido enviou. "Adorei a ideia e troquei motoboys por bikeboys. Gosto de saber que estou contribuindo com o meio ambiente". Michele contratou o serviço de entrega sustentável da Ecobike Courier, empresa de Cristian Trentin, que atua em Curitiba há dois anos.

Diante da preocupação mundial com a possível escassez de recursos naturais, empresas desenvolvem gestões inteligentes para tentar remediar o problema. Trentin, de 28 anos, vislumbrou na fama ecológica de Curitiba uma oportunidade de negócio. "Além disso, aproveitamos o trânsito caótico para incentivar o uso da bicicleta".

O empresário Gustavo Carvalho, diretor da Kuritbike, empresa de cicloturismo urbano, conta que conheceu uma nova Curitiba tendo a bicicleta como meio de locomoção. "Junto com essa nova visão veio a vontade de que mais pessoas pudessem conhecer Curitiba através deste olhar proporcionado pela bicicleta". E, tanto para Gustavo quanto para Cristian, a recepção do consumidor tem sido muito boa.

Para a professora do curso de economia da Unibrasil, Franciéle Lourenço, o consumidor está cada vez mais preocupado com questões de responsabilidade social e aí está a chave do sucesso de empresas sustentáveis. "A visão inovadora é justamente o que condiciona o crescimento. A sociedade está repensando aspectos econômicos e sociais do consumo".

As propostas constantes de ampliação das marcas comprovam o sucesso previsto pela economista. "Recebemos por semana cerca de quatro propostas para abrir franquias", conta Trentin. Carvalho fala sobre as possibilidades que surgem. "Já temos pessoas interessadas das mais diversas cidades do Brasil: Florianópolis, Porto Alegre, Manaus, São Luís do Maranhão, entre outras."

Os que deveriam não cuidam

http://www.magrelas.com.br/wp-content/uploads/2010/07/placa-ciclista-web2-retangular.jpg

Desde “trezentos quilômetros de novas ciclovias” até “ciclovias mais modernas na Av. Visconde de Guarapuava”, o que se percebeu foram propostas vagas e ineficazes por parte dos candidatos à prefeitura de Curitiba, nas eleições de 2012. Também percebemos que, definitivamente, a mobilidade urbana não foi prioridade em nenhum dos planos de gestão.

A ausência de planejamentos mais definidos e relevantes deflagra, na verdade, um sério comprometimento da ideia que ainda se faz do uso de bicicletas em Curitiba. Os discursos quase desinteressados mostram que não há grande intenção em mudar efetivamente a infraestrutura e a segurança da malha cicloviária curitibana. Ou, pelo menos, não existe a menor ideia de como fazê-lo.

Numa cidade onde o número de carros aumentou quase 50% nos últimos 10 anos, segundo dados do Detran-PR, é inconcebível o reduzido número de campanhas de conscientização sobre o uso da bicicleta como modal de transporte. Ou uma ciclofaixa que só possa ser utilizada aos domingos, num determinado período do dia.

A cultura da bicicleta como puro instrumento de lazer ainda vigora nos hábitos do cidadão curitibano. Porém, o bom funcionamento do trânsito depende da ampliação dessa visão. E a ampliação dessa visão depende diretamente de como o conceito dos transportes alternativos é transmitido pelo gestor urbano.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

E se a solução for você?



Dias atrás ouvi a seguinte sentença: “todo mundo quer seu espaço no trânsito”. E, de fato, todos devem ter seu espaço no trânsito. Para garantir este espaço existem as leis. O problema é quando você quer o seu espaço e o do outro também. Aí, vira um samba do crioulo doido.
http://declarando.blogspot.com.br/2012/03/mobilize-se-e-mobilidade-urbana-no.html
Embora a necessidade de melhorar a estrutura viária de Curitiba seja flagrante, mais importante é a reciclagem da mentalidade do curitibano, como sociedade. Motoristas não respeitam ciclistas, que, por sua vez, não respeitam o mínimo de legislação destinada a estes (andar do lado direito da pista, no sentido do fluxo, parar em sinais vermelho, etc). Os pedestres desafiam motoristas a tocarem o carro em cima deles, enquanto andam lentamente pela faixa de pedestres. No final das contas, o cidadão curitibano parece não estar pronto para conceber a ideia de que o trânsito é de todos. Todo mundo quer mais espaço, mas ninguém quer abrir mão de ir à panificadora (aquela que fica a duas quadras da sua casa) de carro.
Não sejamos hipócritas de dizer para largarem o conforto de seus carros para andarem como sardinhas enlatadas nos biarticulados da cidade. De fato, o transporte público (que é uma alternativa) deixa muito a desejar. Para andar de bicicleta em Curitiba, é necessária uma certa coragem, já que as ciclovias são escassas, assim como a segurança e a iluminação em alguns pontos da cidade. E ainda não temos a opção do metrô.
Porém, esperar sentado que tudo mude da noite para o dia não é muito esperto da nossa parte, enquanto cidadãos. Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Boston, a cidade tende a se transformar em termos de estrutura conforme a demanda se apresenta.
Com certeza, não temos a gestão mais preocupada com a mobilidade urbana. Por outro lado, ainda não temos, também, uma população que se interesse em praticar transportes alternativos. Talvez, a solução esteja justamente na mudança de mentalidade de cada cidadão.

terça-feira, 9 de abril de 2013

As Várias Faces do Amor: Fãs

Fonte: Internet


Neste último domingo, 07, completou 1 ano de uma das experiências musicais mais marcantes da minha vida. Tive o privilégio de ver Foo Fighters de pertinho (dias de espera, mas fiquei na grade!!) depois de longos 11 anos sem que eles viessem ao Brasil. Pensando nisso, escrevi esta crônica que segue.

As Várias Faces do Amor: Fãs

Um amor estranho este: alguém com quem você nunca conviveu, ne trocou uma palavra sequer. Apenas ouviu a respeito, viu fotos, shows (ou qualquer outra coisa que a pessoa faça). Ainda assim, surge essa sensação de conhecer profundamente, de entrnder perfeitamente. Parece que de todas as pessoas no mundo, aquela figura icônica é quem lhe conhece intimamente, e você a ela.
Não há qualquer conexão se não a admiração. Um amor platônico, contemplativo. Um amor que aceita não ser reconhecido (pelo menos, individualmente), que aceita estar sempre longe. Basta que aquela pessoa seja sempre o que ela se mostrou ser: alguém digno de admiração. Em tempos de individualismo exagerado, faz bem se identificar e admirar alguém.
Amor de fã... Anonimato! O ídolo nada sabe do existir individual do seu fã. Mas sabe que ele está lá. Sabe que aqueles que se penduram nas grades de um festival para vê-lo mais de perto sempre estiveram lá, ainda que não os tenha visto. Amor muitíssimo estranho, pensando bem! Um sobrevive da insaciedade do outro. O ídolo, da necessidade de fãs. Os fãs, da necessidade de um ídolo. Quase um parasitismo mútuo.
O fã sempre arranja tempo e dinheiro para ver o amor de sua vida. Sempre em busca de notícias na internet, que o informe sobre o "andar da carruagem" na vida de seu ídolo. Não basta admirar. É preciso fazer parte, absorver, respirar a essência daquela relação imaginária (que se torna quase tão palpável quanto uma bigorna!).
Ser fã é sentir o frio na barriga, a ansiedade diante do esperado show, é se sentir parte de um mundo todo peculiar quando encontra outros fãs que compreendem seu amor, que compartilham as mesmas emoções. Ser fã é fazer parte da vida de seu ídolo, chorar com suas derrotas, sorrir com suas vitórias, como se o acompanhasse através de um olhar onírico.
E todos nós temos um pouco de "fã", em maior ou menor escala. de pessoas famosas ou ilustres desconhecidos. Todos nós sentimos orgulho por fazer parte da vida de alguém. Seja pela beleza, seja pela nobreza.



*Minha singela homenagem ao Foo Friends Brasil


quarta-feira, 27 de março de 2013

O DIREITO DOS ESTÚPIDOS E A LIBERDADE DS LÚCIDOS*



Fonte: Internet


Em meio a tantas polêmicas registradas em "facebooks" e "twiteres" da vida, fica difícil pensar com clareza sobre os assuntos propostos, sejam eles de ordem religiosa, política, econômica, entre outros. Somos bombardeados com variadas informações o tempo todo! Informações boas e ruins. Durante algum tempo eu tentei organizar as ideias para explicar que, na verdade, isso é sinal de algo bom. Mas não conseguia passar para texto o que ía em minha mente.
Hoje, no entanto, li com grande alívio e deleite uma reflexão de um pastor evangélico chamado Ed René Kivitz. Ele atua na Igreja Batista de Água Branca (IBAB), em São Paulo.

Faço questão de compartilhar com todos as sábias palavras de Kivitz e de lembrar que, ao contrário do que a maioria esmagadora das pessoas pensam, democracia não é só ter o direito de se expressar como quiser e ser respeitado por estas expressões, mas também é ter o DEVER de respeitar seu próximo.
Apesar de ser uma reflexão escrita por um pastor, ela se aplica a qualquer indivíduo pensante.


O DIREITO DOS ESTÚPIDOS E A LIBERDADE DOS LÚCIDOS

As mídias sociais são um espaço democrático. Não apenas os 140 caracteres do twitter e os posts nos blogs e páginas do Facebook, mas especialmente os RTs e comentários são uma celebração da liberdade de opinião como também e principalmente fazem valer em termos absolutos a máxima “quem fala o que quer ouve o que não quer”.

É bom que seja assim. Parafraseando meu cunhado, que comenta em humor politicamente incorreto sempre que ouve uma besteira, “é melhor ouvir isso do que ser surdo”, nas mídias sociais é melhor conviver com as barbaridades postadas do que dimunuir o espaço da troca de ideias e o fomento da construção coletiva do saber, ou cercear o direito à opinião e à palavra de quem quer que seja, inclusive dos idiotas, intolerantes, ignorantes, deselegantes e outros tais. O direito dos estúpidos é o preço da liberdade dos lúcidos – lembrando sempre que o lúcido de um é o estúpido de outro, e seu contrário.

Minha formação religiosa é cristã sob a ótica da Reforma Protestante. Mais precisamente de tradição batista, que se apoia em alguns poucos princípios fundamentais. Além dos dois eclesiásticos: a Igreja como comunidade autônoma, composta por pessoas convertidas e batizadas, e a separação entre a Igreja e o Estado, também cremos que a Bíblia é a única autoridade em termos de fé e ética, e no sacerdócio universal de todos os cristãos, que implica a liberdade de consciência, a responsabilidade do indivíduo diante de Deus, e o livre exame das Escrituras.

Esses princípios se alinham com as propostas do Iluminismo, que prestou um serviço extraordinário à cultura ocidental, ao estabelecer a distinção dos campos: religião e ciência, fé e razão. Infelizmente – e não sem motivos, a distinção é confundida ou transformada em antagonismo. Mas não precisa necessariamente ser assim. A religião se sustenta em axiomas que extrapolam o método racional científico, mas a experiência de fé não é irracional – bichos não se ajoelham para rezar. Toda vez que o ser humano abre mão da razão, em vez de chegar à fé, e a uma experiência espiritual emancipadora, libertadora e favorecedora da autonomia - "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", torna-se vítima do obscurantismo dogmático e da superstição. A ignorância, a crença irrefletida e a recusa ao debate não são compatíveis com a espiritualidade baseada na consciência que examina livremente um livro considerado sagrado e singular.

Como bem disse o mestre John Stott, “crer é também pensar”. Portanto, fazer pensar é um serviço que se presta à fé. Suscitar o debate e a reflexão é um caminho de evangelização. Puxar o elástico do debate até os limites que se estendem para fora da zona de conforto dos clichês tomados como verdadeiros pela repitição exaustiva é uma forma de atender ao convite de um Deus que gosta de pensar e conversar, e pela boca do profeta Isaías a todos convida dizendo “Venham, sentem aqui comigo, vamos discutir esse assunto”.


*Título do texto de Ed René Kivitz

quarta-feira, 20 de março de 2013

E o ENEM virou, definitivamente, piada! Só que não teve graça

Fonte: www.focacultural.com.br


Não consigo nem expressar em palavras indignação que senti ao ver aquela receita de miojo em meio à redação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio. De início, fiquei indignada com o indivíduo que chegou a este nível de deboche com relação à educação. Confesso, queria dar uma lição de moral no tal rapaz. Mas, depois de discutir o assunto com alguns colegas, entendi que Carlos Guilherme Custodio Ferreira é, na verdade, o retrato do brasileiro indignado com a falta de estrutura deste país.

O brasileiro é visto como feliz, de bem com a vida, pacífico, etc. Mas estamos cansados da falta de investimento em setores básicos para o desenvolvimento da nação: educação, segurança, saúde, etc. O que o Carlos Guilherme fez é a mais profunda vontade de todo cidadão: EXPÔR PARA O MUNDO A INCOMPETÊNCIA E A MENTIRA DO “DESENVOLVIMENTO” QUE VIVEMOS.

A "receita de miojo" nada mais é do que uma simbologia perfeita de como o Governo do Brasil trata a educação: de forma negligente, desrespeitosa e desinteressada. E sabem o que é pior? A tentativa posterior de insultar nossa inteligência ao alegar que “o texto, em sua totalidade, não fugiu ao tema, e não feriu os direitos humanos. Tampouco cabe dizer que o participante teve a intenção de anular sua redação, uma vez que dissertou sobre o tema e não usou palavras ofensivas”.  Além do afamado miojo, temos o hino do Palmeiras. Más línguas dizem que os corretores do Enem são corinthianos, já que esta segunda redação recebeu nota menor.

Ouço constantemente algumas teorias de conspiração do tipo: “O governo não permite o crescimento da educação para que o povo fique emburrecido”. Diante destas patifarias, fica realmente difícil contradizer essas afirmações.

Há mais de 6 anos, tramita no Senado o Projeto de Lei nº 480/2007, de autoria do senador Cristovam Buarque, o qual torna a escola pública obrigatória para filhos de políticos em exercício de cargo público, porque “não se aceita que o Brasil tenha dois padrões de educação: um para os filhos de seus dirigentes, outro para os filhos do povo”. Lindo, né? Mas sabe onde está este projeto? Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, para averiguação de constitucionalidade. E sabe qual é o parecer? INCONSTITUCIONAL! As razões são válidas, obviamente...

.., mas, ao não cumprir seu dever de fornecer educação ao seu cidadão, o Estado não age de forma inconstitucional também? Um trocadilho que também não tem a menor graça.