A escassez de talento artístico nos fez submergir ao mundo do jornalismo em busca de sentido para nossas existências. Enquanto não encontramos nossa real aptidão, inutilizamos nosso tempo debatendo os mais diversificados temas. E esse é o objetivo do Bigode sexy: um mix de conteúdos produzidos por aspirantes a jornalistas, com muita vontade e pouco tempo, à partir de uma visão crítica e bem humorada.
terça-feira, 30 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
As belezas da internet
Não escondo de ninguém minha paixão pela internet e por tudo que ela proporciona. Sou totalmente integrada! Quem já leu Umberto Eco sabe do que estou falando. E o aspecto que mais amo nesta nova tecnologia é justamente a infinita capacidade de surpreender no que diz respeito aos produtos que pode oferecer. O céu é o limite!
Afinal, se não fosse a internet, quando e onde descobriríamos a talentosíssima equipe do Porta dos Fundos?? Ainda não sabe o que é? É um grupo de atores e produtores que resolveram criar material humorístico com qualidade de TV só que direcionado exclusivamente para internet. O resultado é um estrondoso sucesso e uma impressionante repercussão. Os vídeos, que são postados semanalmente, são espalhados com uma velocidade astronômica. São cerca de 1,5 milhão de visualizações em cada vídeo por semana! Os vídeos que fazem mais sucesso chegam fácil aos 2 milhões. E o canal do grupo no Youtube não tem nem 1 ano ainda.
E se não fosse a internet... Será que teríamos, um dia, a liberdade de escrever, apresentar, consumir este tipo de produto em TV?? Acho que não!
Abaixo, indico a entrevista que Rafinha Bastos fez com Gregório Duvivier, um dos criadores do Porta dos Fundos. Enjoy!
Tudo na vida tem um lado bom... Exceto o LP do Fagner...
"Certas coisas na vida deveriam durar o tempo necessário para se tornarem inesquecíveis." Alguém disse isso, mas eu não sei quem. Confesso que não confio nos direitos autorais indicados na internet. Até mesmo porque, ao buscar o autor, aparecem 5 diferentes em uma única página de resultados do Google. oO
Enfim... O que quero dizer é que têm coisas muito boas e que duram mesmo o tempo necessário. Se tornam inesquecíveis. Vide Friends, por exemplo. Mais um boato surgiu esta semana sobre o retorno da série. E mais uma vez a produtora Marta Kauffman negou. Segundo ela, Friends tratava de um grupo de amigos que formavam uma família unida, divertida, etc. Se voltássemos hoje a encontrar Monica, Chandler (seus filhos Jack e Erica), Phoebe (e Mike), Joey, Rachel, Ross (Ben e Emma), provavelmente seria meio estranho. Aquela aura que marcou o seriado dificilmente seria reconstruída.
Mas têm outras coisas que duram o tempo necessário para se tornarem inesquecíveis... por serem INFINITAMENTE RUINS E CHATAS! Vide Velozes e Furiosos, que anunciou ontem o SÉTIMO (!!!) episódio da série. Sério, gente? Algo de novo? Algo além de barulho, explosão e carros tunados (lindos, admito!)?? E ainda nem estreiou a 6ª sequência aqui no Brasil (previsão para 24/05)! Pra mim, este filme, de fato, se tornou inesquecível...
O crime não compensa?
Confesso, confesso... Usurpei este título da página Impeachment do Renan Calheiros. Sabe o que é? Não resisti. Ultimamente, o crime tem compensado muito pra quem pratica. Pelo menos no Brasil, né.
Renan Calheiros
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| Foto: André Dusek/A |
Recompensa: Toma! Fica aqui com o Senado pra você.
José Genoíno
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| Foto: Correio Braziliense |
Crime: Condenado pelo STF no processo do Mensalão (dispensa comentários).
Recompensa: Toma! Pega a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados pra você!
João Paulo Cunha
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| Foto: Google Images |
Crime: Foi condenado pelo STF por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, também dentro do processo do Mensalão.
Recompensa: Toma! Pega mais uma porção da CCJ da Câmara.
E, como se não bastasse toda esta palhaçada, temos o auxílio-relusão. Todos aqueles que estão presos têm o direito, na pessos de seus dependentes, a receber a bagatela de R$ 971,78.
E ainda querem me convencer de que o crime não compensa?
Sustentabilidade e Mercado
| Foto: Emily Kravetz |
"Bom dia. Tudo bem? Entrega pra Michelle Tesser Pedroso?!"
Michele, que é secretária executiva e tem 25 anos, ficou mais surpresa com o entregador, que veio de bicicleta, do que com o presente que o marido enviou. "Adorei a ideia e troquei motoboys por bikeboys. Gosto de saber que estou contribuindo com o meio ambiente". Michele contratou o serviço de entrega sustentável da Ecobike Courier, empresa de Cristian Trentin, que atua em Curitiba há dois anos.
Diante da preocupação mundial com a possível escassez de recursos naturais, empresas desenvolvem gestões inteligentes para tentar remediar o problema. Trentin, de 28 anos, vislumbrou na fama ecológica de Curitiba uma oportunidade de negócio. "Além disso, aproveitamos o trânsito caótico para incentivar o uso da bicicleta".
O empresário Gustavo Carvalho, diretor da Kuritbike, empresa de cicloturismo urbano, conta que conheceu uma nova Curitiba tendo a bicicleta como meio de locomoção. "Junto com essa nova visão veio a vontade de que mais pessoas pudessem conhecer Curitiba através deste olhar proporcionado pela bicicleta". E, tanto para Gustavo quanto para Cristian, a recepção do consumidor tem sido muito boa.
Para a professora do curso de economia da Unibrasil, Franciéle Lourenço, o consumidor está cada vez mais preocupado com questões de responsabilidade social e aí está a chave do sucesso de empresas sustentáveis. "A visão inovadora é justamente o que condiciona o crescimento. A sociedade está repensando aspectos econômicos e sociais do consumo".
As propostas constantes de ampliação das marcas comprovam o sucesso previsto pela economista. "Recebemos por semana cerca de quatro propostas para abrir franquias", conta Trentin. Carvalho fala sobre as possibilidades que surgem. "Já temos pessoas interessadas das mais diversas cidades do Brasil: Florianópolis, Porto Alegre, Manaus, São Luís do Maranhão, entre outras."
Os que deveriam não cuidam
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| http://www.magrelas.com.br/wp-content/uploads/2010/07/placa-ciclista-web2-retangular.jpg |
Desde “trezentos quilômetros de novas ciclovias” até “ciclovias mais modernas na Av. Visconde de Guarapuava”, o que se percebeu foram propostas vagas e ineficazes por parte dos candidatos à prefeitura de Curitiba, nas eleições de 2012. Também percebemos que, definitivamente, a mobilidade urbana não foi prioridade em nenhum dos planos de gestão.
A ausência de planejamentos mais definidos e relevantes deflagra, na verdade, um sério comprometimento da ideia que ainda se faz do uso de bicicletas em Curitiba. Os discursos quase desinteressados mostram que não há grande intenção em mudar efetivamente a infraestrutura e a segurança da malha cicloviária curitibana. Ou, pelo menos, não existe a menor ideia de como fazê-lo.
Numa cidade onde o número de carros aumentou quase 50% nos últimos 10 anos, segundo dados do Detran-PR, é inconcebível o reduzido número de campanhas de conscientização sobre o uso da bicicleta como modal de transporte. Ou uma ciclofaixa que só possa ser utilizada aos domingos, num determinado período do dia.
A cultura da bicicleta como puro instrumento de lazer ainda vigora nos hábitos do cidadão curitibano. Porém, o bom funcionamento do trânsito depende da ampliação dessa visão. E a ampliação dessa visão depende diretamente de como o conceito dos transportes alternativos é transmitido pelo gestor urbano.
A ausência de planejamentos mais definidos e relevantes deflagra, na verdade, um sério comprometimento da ideia que ainda se faz do uso de bicicletas em Curitiba. Os discursos quase desinteressados mostram que não há grande intenção em mudar efetivamente a infraestrutura e a segurança da malha cicloviária curitibana. Ou, pelo menos, não existe a menor ideia de como fazê-lo.
Numa cidade onde o número de carros aumentou quase 50% nos últimos 10 anos, segundo dados do Detran-PR, é inconcebível o reduzido número de campanhas de conscientização sobre o uso da bicicleta como modal de transporte. Ou uma ciclofaixa que só possa ser utilizada aos domingos, num determinado período do dia.
A cultura da bicicleta como puro instrumento de lazer ainda vigora nos hábitos do cidadão curitibano. Porém, o bom funcionamento do trânsito depende da ampliação dessa visão. E a ampliação dessa visão depende diretamente de como o conceito dos transportes alternativos é transmitido pelo gestor urbano.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
E se a solução for você?
Dias atrás ouvi a seguinte sentença: “todo
mundo quer seu espaço no trânsito”. E, de fato, todos devem ter seu espaço no
trânsito. Para garantir este espaço existem as leis. O problema é quando você
quer o seu espaço e o do outro também. Aí, vira um samba do crioulo doido.
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| http://declarando.blogspot.com.br/2012/03/mobilize-se-e-mobilidade-urbana-no.html |
Embora a necessidade de melhorar a
estrutura viária de Curitiba seja flagrante, mais importante é a reciclagem da
mentalidade do curitibano, como sociedade. Motoristas não respeitam ciclistas,
que, por sua vez, não respeitam o mínimo de legislação destinada a estes (andar
do lado direito da pista, no sentido do fluxo, parar em sinais vermelho, etc).
Os pedestres desafiam motoristas a tocarem o carro em cima deles, enquanto
andam lentamente pela faixa de pedestres. No final das contas, o cidadão
curitibano parece não estar pronto para conceber a ideia de que o trânsito é de
todos. Todo mundo quer mais espaço, mas ninguém quer abrir mão de ir à
panificadora (aquela que fica a duas quadras da sua casa) de carro.
Não sejamos hipócritas de dizer para
largarem o conforto de seus carros para andarem como sardinhas enlatadas nos
biarticulados da cidade. De fato, o transporte público (que é uma alternativa)
deixa muito a desejar. Para andar de bicicleta em Curitiba, é necessária uma
certa coragem, já que as ciclovias são escassas, assim como a segurança e a
iluminação em alguns pontos da cidade. E ainda não temos a opção do metrô.
Porém, esperar sentado que tudo mude da
noite para o dia não é muito esperto da nossa parte, enquanto cidadãos. Segundo
pesquisa realizada pela Universidade de Boston, a cidade tende a se transformar
em termos de estrutura conforme a demanda se apresenta.
Com certeza, não temos a gestão mais
preocupada com a mobilidade urbana. Por outro lado, ainda não temos, também,
uma população que se interesse em praticar transportes alternativos. Talvez, a
solução esteja justamente na mudança de mentalidade de cada cidadão.
terça-feira, 9 de abril de 2013
As Várias Faces do Amor: Fãs
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| Fonte: Internet |
Neste último domingo, 07, completou 1 ano de uma das experiências musicais mais marcantes da minha vida. Tive o privilégio de ver Foo Fighters de pertinho (dias de espera, mas fiquei na grade!!) depois de longos 11 anos sem que eles viessem ao Brasil. Pensando nisso, escrevi esta crônica que segue.
As Várias Faces do Amor: Fãs
Um amor estranho este: alguém com quem você nunca conviveu, ne trocou uma palavra sequer. Apenas ouviu a respeito, viu fotos, shows (ou qualquer outra coisa que a pessoa faça). Ainda assim, surge essa sensação de conhecer profundamente, de entrnder perfeitamente. Parece que de todas as pessoas no mundo, aquela figura icônica é quem lhe conhece intimamente, e você a ela.
Não há qualquer conexão se não a admiração. Um amor platônico, contemplativo. Um amor que aceita não ser reconhecido (pelo menos, individualmente), que aceita estar sempre longe. Basta que aquela pessoa seja sempre o que ela se mostrou ser: alguém digno de admiração. Em tempos de individualismo exagerado, faz bem se identificar e admirar alguém.
Amor de fã... Anonimato! O ídolo nada sabe do existir individual do seu fã. Mas sabe que ele está lá. Sabe que aqueles que se penduram nas grades de um festival para vê-lo mais de perto sempre estiveram lá, ainda que não os tenha visto. Amor muitíssimo estranho, pensando bem! Um sobrevive da insaciedade do outro. O ídolo, da necessidade de fãs. Os fãs, da necessidade de um ídolo. Quase um parasitismo mútuo.
O fã sempre arranja tempo e dinheiro para ver o amor de sua vida. Sempre em busca de notícias na internet, que o informe sobre o "andar da carruagem" na vida de seu ídolo. Não basta admirar. É preciso fazer parte, absorver, respirar a essência daquela relação imaginária (que se torna quase tão palpável quanto uma bigorna!).
Ser fã é sentir o frio na barriga, a ansiedade diante do esperado show, é se sentir parte de um mundo todo peculiar quando encontra outros fãs que compreendem seu amor, que compartilham as mesmas emoções. Ser fã é fazer parte da vida de seu ídolo, chorar com suas derrotas, sorrir com suas vitórias, como se o acompanhasse através de um olhar onírico.
E todos nós temos um pouco de "fã", em maior ou menor escala. de pessoas famosas ou ilustres desconhecidos. Todos nós sentimos orgulho por fazer parte da vida de alguém. Seja pela beleza, seja pela nobreza.
*Minha singela homenagem ao Foo Friends Brasil
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