A escassez de talento artístico nos fez submergir ao mundo do jornalismo em busca de sentido para nossas existências. Enquanto não encontramos nossa real aptidão, inutilizamos nosso tempo debatendo os mais diversificados temas. E esse é o objetivo do Bigode sexy: um mix de conteúdos produzidos por aspirantes a jornalistas, com muita vontade e pouco tempo, à partir de uma visão crítica e bem humorada.
Eliana Patrícia Pereira é professora e trabalha com deficientes físicos e mentais há vinte e dois anos,
tendo iniciado numa época em que este tipo de atividade não era comum ou
mesmo bem compreendida. Sua primeira aluna com Síndrome de Down
representou um desafio que a fez buscar capacitação, pois “cuidar, sem
desenvolver potencialidades era o mais comum nas escolas”, e, para
atingir sua meta, começou a desenvolver projetos nesta área, tendo
montado os Jogos da Inclusão, realizados anualmente.
Na UniBrasil, um
projeto de extensão atende atualmente 53 alunos, agregando autistas,
deficientes mentais e deficiência motora, que nadam e fazem atividades
aquáticas sob supervisão de Eliana.
Esta é uma reportagem especial que fiz em parceria com minha colega Emily Kravetz (www.fabricadejornalistas.blogspot.com), sob a orientação da Profª Elaine Javorski.
“Com 270 mil assinaturas contra,
ainda assim corre o risco da PEC [da impunidade] ser aprovada. Que poder que o
povo tem?”
Este foi o questionamento de uma
amiga hoje pelo facebook. “Que poder o povo tem?”. Parece que nenhum, né? Eu,
por vezes, me sinto impotente diante de tanta corrupção, impunidade, situações
vergonhosas acontecendo debaixo dos nossos narizes e nós preocupados com o
final da novela das 20h.
Turquia, Egito, Síria... Exemplos de
luta pela liberdade, luta por seus direitos, luta contra as insatisfações. E no
Brasil?
Pois eu vou escrever sobre o Brasil:
Petições on line contra Renan
Calheiros obtiveram quase 2 milhões de assinaturas. O que a maioria diz? ESSAS
PETIÇÕES NÃO VALEM NADA!
Passeatas contra a corrupção não
contam com mais de 100 pessoas. Por quê? EU NÃO VOU NESTAS PASSEATAS QUE NÃO VÃO
MUDAR NADA!
Manifestações contra o aumento do
preço da passagem do transporte coletivo em SP. SÃO UM BANDO DE
DESOCUPADOS, VÂNDALOS, BADERNEIROS.
Aí, em uma roda de amigos, estes
mesmos “destruidores” da vontade de mudar dizem em alto e bom som (para
parecerem minimamente seres humanos): O BRASIL ESTÁ COMO ESTÁ PORQUE NINGUÉM
FAZ NADA.
Oi?!
Voltando ao questionamento da minha
amiga. Nós, o povo, temos duas formas de poder. O primeiro é o voto, que deve
ser exercido com a consciência do valor que ele tem. Votou e o cara só faz
cagada no poder? Não se preocupe. Você tem o segundo poder: COBRAR! Fazer
algazarra. Gritar. Espernear. Isso tudo para, pelo menos, ser ouvido em seu
direito de cidadão.
Espero, do fundo do coração, que as
manifestações só aumentem e só parem quando a resposta do Estado for outra que
não a violência. Quando tivermos espaço para expor idéias e quando formos
ouvidos com um mínimo de dignidade.
Não é exatamente novidade minha veneração pelo humor. Desde piadas do tipo "o que é um pontinho..." até piadas que ninguém tem coragem de contar, mas todo riem mentalmente. Na verdade, gargalham.
E acho, realmente, que o brasileiro tem o dom de fazer piada com absolutamente tudo. Acho, até, que este é o nosso "cano de escape" diante das barbáries que vemos todos os dias: violência, corrupção, impunidade, fome, descaso, etc, etc, etc. A lista é enorme mesmo.
Pensando nisso, selecionei meus 5 vídeos de humor crítico favoritos. Eis os vencedores...
Rafinha Bastos, com seu humor bastante característico, explica que, para tirarmos o país das mãos dos nossos excelentíssimos políticos Filhos da Puta, é preciso acreditar na honestidade de alguns políticos. Mesmo que poucos.
Sim, de novo. Aqui, Rafinha satiriza o movimento Gota D'Água, encabeçado por uma penca de atores globais que nunca deram a mínima pra nada e, de repente, se tornaram ativistas. #EuCurti
Sei que posso ser duramente criticada por este vídeo, mas eu realmente TÔ CAGANDO! Aliás, sugiro uma reforma educacional para que passem a nos ensinar, também, esta teoria sobre o Ciclo da Vida, do excelentíssimo Porta dos Fundos.
Quem nunca passou por um perrengue pra conseguir qualquer coisa das empresas de telefonia móvel? Pois é! Porchat dá vida aos desesperos silenciados de milhões de brasileiros. Do canal Anões em Chamas, um parente não tão distante do Porta dos Fundos.
Por último, o melhor. Com aquela acidez e sarcasmo que tanto amo, eis uma propaganda turística sobre o nosso (atualíssimo) Brasil. Vem, gente! Venham morrer no Brasil!!
Super recomendo o livro "Televisão: um
perigo para a democracia". Publicado em 1995, a obra conta com um artigo de John Condry sobre a
influência da TV na formação das crianças e com uma entrevista bastante
interessante com o filósofo austríaco (naturalizado britânico) Karl Popper, que traz uma proposta bem interessante
para solucionar o “poder desenfreado da TV”, que, segundo ele, é anti-democrático.
Separei alguns
tópicos bem interessantes do livro:
“Educamos nossos filhos para a violência através da
comunicação de massa.”
A TV, ao mesmo tempo que é a expressão de um princípio
de liberdade, traz danos sociais:
Influência sobre comportamentos
Concorrência com escola e família
Distorção do debate público
Inflação dos mitos
Para Popper, a TV é como a guerra: Ambas geram
perturbações e a perda de sentimentos normais, corolários de um mundo bem
organizado
Crianças já não mais socializam e interagem, mas
baseiam seus valores e visão de mundo pelo que vêem na TV. Só que,
diferente de um adulto, as crianças não têm capacidade total de separar
realidade e ficção.
Como, então,
controlar o poder da TV em um ambiente liberal?
Se você também é daqueles que se incomoda com o conteúdo televisivo e com desculpas esfarrapadas do gênero "fazemos programas assim porque o povo quer", então você não pode deixar de ler este livro. Recomendo!
Estreou ontem, 11, os novos episódios do humorístico Sai de Baixo, no canal de TV a cabo Viva.
Foram produzidos 4 novos episódios com alguns dos integrantes originais do seriado: Aracy Balabanian, Luis Gustavo, Miguel Falabella, Marisa Orth e Marcia Cabrita, além da direção de Denis Carvalho. Os programas fazem parte da comemoração de 3 anos do canal a cabo.
De "tenho horror a pobre", passando por "cala a boca, Magda", a impressão que eu tive é que eles nunca saíram do ar. Confesso que parece menos engraçado do que era há 11 anos. A gente cresce e a ideia de humor vai mudando. Mas ter de volta, mesmo que temporariamente, as peripécias desse grupo é, no mínimo, uma delícia.
Todos mais velhos e mais cheinhos (exceto a Cabrita, que está com corpo de modelo). Mas a alegria e a intimidade são os mesmos. Aquele jeito que só eles têm de interagir com a plateia é tão característico que só cabe a eles. Mesmo outros programas, inclusive com Miguel Falabella, tentaram o método, mas parecia que não cabia a ninguém, exceto a este grupo.
Sinto falta do Riba e da Edileusa. Espero que os 4 episódios virem temporadas inteiras. Espero que a chatice da TV brasileira saia de da frente, porque o Sai de Baixo está de volta.
Eu demorei para entrar na faculdade. Prestei vestibular 4 vezes (Biologia, Biologia, Administração, Letras). Não estudei em nenhuma delas e, obviamente, não passei. Mas, hoje, vejo que isso foi bom. Não tinha ideia do que queria da vida. Em 2010, estava sem emprego e sem perspectivas. Para alguns, isso é ruim. Para mim, era o momento de decidir fazer qualquer coisa que eu quisesse.
E pensei... Pensei... Cogitei... Pesquisei... E, sem mais delongas, optei pelo Jornalismo. Estava em dúvidas entre PP e Jornalismo, já que sempre curti cinema e queria ter contato com esta área. O Jornalismo me pareceu mais abrangente e, confesso, o suposto glamour da profissão me envolveu.
2011. Primeiro dia de aula. Sala cheia. Todo mundo tímido. Apresentação do curso. Lindo! Conhecer a infraestrutura. Meu Deus, estou no paraíso!
Primeiras aulas, primeiras provas e trabalhos. Primeiras noites em claro. Primeiros litros seguidos de café. E tudo continuava lindo. Segundo período... Terceiro período... Quarto período... Quinto período. A maioria largou o curso. Professores vieram e foram. Deixaram suas marcas (para o bem ou para o mal). E o Jornalismo continua LINDO! Apaixonante! Viciante! A comunicação é fascinante. A teoria é linda! Já a prática...
Há um tempo venho tentando colocar em palavras o que penso sobre a ideia de que o "Jornalismo está morrendo". Não, amiguinhos. Não está. E lendo um texto publicado na última semana eu consegui vislumbrar um vulto deste corporativismo maldito que se apodera cada vez mais da função do jornalismo (sei que corro o risco de parecer comunista, O QUE NÃO SOU, mas o corporativismo é mesmo um grandessíssimo FDP, neste caso). Esta prática chamada de Jornalismo, mas feita para gerar lucros (tão somente) me fez brochar com relação à profissão. Se isso é ser jornalista, eu agradeço, mas passo. Só que, adivinhem? Isso não é o jornalismo em si, apenas um "modelo comercial de distribuição de informação".
Fonte: internet
Em seu texto "O Ficaralho", publicado no blog Casca de Besouro, Bruno Tortura fala sobre esta fundamental diferenciação entre o que, de fato, é jornalismo, e o que é apenas uma forma (decadente e burra) de distribuir informações. Sem mais delongas, segue o texto.
"Um Passaralho só não traz o inverno: Estadão, Trip, Folha de S.
Paulo, Record. Todas empresas demitindo de uma vez dezenas de
jornalistas e profissionais de mídia nas últimas semanas… e ainda
aguardamos o profetizado Passaralho da Abril que, pelos rumores, vai
decepar até 1000 funcionários e 10 títulos da editora. O que, tantos
acreditam, vai levar à mendicância os já paupérrimos frilas. “RIP
Jornalismo”, é o que tenho lido e escutado dos colegas nas redes e
botecos.
Mas vamos apurar essa história direito…
É o jornalismo em si que está moribundo? Ou o modelo comercial de distribuição de informação?
É o ofício de catalizar o diálogo público com fatos e opiniões que está
com os dias contados? Ou o pensamento analógico, ganancioso, baseado em
números de circulação e venda de publicidade?
Não estaremos confundindo, reféns da tediosa periodicidade de publicações e salários, jornal com jornalismo?
Para mim, há uma maneira mais interessante, e realista, de entender a revoada dos Passaralhos.
Já vi e vivi demissões coletivas. E, aos poucos, deu para notar uma
mudança crucial no Day After. Antes os deprimidos, os arrasados, os
desamparados eram os que perderam a vaga. Eram como se tivessem sido
explusos de uma festa que iria seguir sem eles. Hoje, a tristeza está
bem mais do lado de quem ficou. Como se a festa estivesse, e está, do
lado de fora.
Semana passada vi a alegria de amigos que perderam juntos o emprego,
animados pela fronteira aberta. E vi a depressão, literalmente o choro
dos que sobraram na redação, agora acumulando funções, fazendo o
trabalho de 3, repetindo uma rotina que não parece ter qualquer
propósito senão o precarizado salário. Ficou claro para mim.
As demissões são, na verdade, Ficaralhos. Se fode quem fica.
Creiam… Não é necessariamente uma tragédia ter tantos, e bons,
jornalistas na rua sem muita chance de voltar a um emprego formal tão
cedo. Pode ser, ao contrário, uma excelente notícia. O ambiente
perfeito, na ausência de gabinetes e editores, para o jornalismo se
reencontrar na rede e nas ruas. Há o potencial de uma idade de ouro da
reportagem hoje em dia.
A consolidação das redes sociais, o hiperfluxo de informação, o
streaming e a emergência de uma massa conectada pronta para repercutir e
compartilhar notícias e histórias, deu ao veículo tradicional um papel
cada vez mais dispensável. Mas pede ao repórter, ao fotógrafo, ao
designer, ao colunista um papel cada vez mais ativo de oferecer
matéria-prima e contexto para o diálogo público. Ao se confundir com um
nome no expediente, ao se condicionar ao falso conforto de um salário, o
jornalista vira às costas ao seu maior ativo, a autonomia. E acaba no
confortável e cínico papel de vítima da “morte do jornalismo”.
Para mim uma coisa é clara: a rede vai matar o jornal para salvar o jornalismo.
Ok. Tudo muito bonito, muito estimulante. “Mas e o dinheiro”,
perguntam os colegas, “onde está?”. Uma coisa eu garanto: não está nas
redações. O pouco que sobrou não vai dar nem para a janta.
Eis a parte mais arriscada, e inevitável, da missão dos filhos do
Passaralho. Criar um novo mercado para sustentar suas famílias e
reportagens a partir da lógica de compartilhamento. Sem o antes
conveniente e inevitável, a agora parasitário e dispensável, publisher.
Tenho certeza que é esse o sentimento, intuitivo ou não, de riscos e
possibilidades que está dando essa felicidade súbita aos demitidos."
Entendeu? Não é o jornalismo que está morto. Por isso, há uma luz no fim deste túnel.
"A esses eu faço o convite:
Semana que vem, terça-feira, dia 11 de junho, vou ajudar a promover
junto com o Fora do Eixo e do Existe Amor em SP, uma reunião aberta com
profissionais de mídia, desempregados ou a fim de se desempregar, para
apresentar um projeto que vem sendo elaborado em fogo brando há mais de
um ano. E que agora está no ponto para receber todos os que se animarem
com a ideia: NINJA (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação).
Um grupo de comunicação amplo e descentralizado, a fim de explorar as
possibilidades de cobertura, discussão, repercussão, remuneração e da
radical liberdade de expressão que a rede oferece. Streaming, impressos,
blogs, fotos, debates públicos sem o fantasma do lucro e do crescimento
comercial como condições primordiais para o trabalho. Por enquanto,
nosso melhor investimento é entender a frequente e saudável relação
inversa entre saldo bancário e propósito.
Quem estiver a fim de conversar por favor me escreva e fique de olho
nas minhas redes. Logo divulgo local e horário dessa primeira reunião."
Sim! Fiz propaganda do evento porque acredito que (só) é possível fazer jornalismo de verdade fora da grande mídia. Este jornalismo de essência, aquele jornalismo citado por Ciro Marcondes Filho em seu livro A Saga dos Cães Perdidos. Cães estes que estão cada vez mais cabisbaixos por conseguirem uma carreira meteórica na grande mídia, mas cada vez mais afastadas da arte do jornalismo de verdade.
Se eu optar pela atividade jornalística um dia, quero ser uma baita de uma cachorra, bem encontrada, daquelas que fazem questão de deixar seu recado para os desavisados pisarem e sentirem o cheiro que emana de um jornalismo bem feito.
Junte tudo que você já viu sobre vampiros, lobos, terror,
cientistas e anjos. Juntou? Agora assista Hemlock Grove, série produzida pela Netflix, e você vai ter boa
parte do resultado obtido. Definitivamente, a série não é perfeita. Na verdade,
apresenta alguns erros básicos no roteiro, tanto que até o terceiro ou quarto
capítulo eu ainda não sabia se gostava ou não, se continuava assistindo ou
partia para outra.
Perseverante como sou, fui até o fim. E posso dizer que
gostei.
Vou explicar mais ou menos o roteiro sem chover spoilers,
ok?! Mas, às vezes, é inevitável.
Série de terror dirigida por
Eli Roth e baseada no livro homônimo de Bryan McGreevy. Hemlock
Grove é o nome da cidade onde a história acontece.
Peter Rumancek, um ciganos adolescente, acaba de chegar na cidade
e já causa alvoroço, já que dá trela para outra adolescente local, Christina,
que diz ouvir boatos de que Peter é um lobo. O que Peter não imaginava é que
logo uma adolescente seria brutalmente assassinada e seu corpo encontrado perto
da antiga fábrica da família Godfrey, que exerce um domínio bem peculiar sobre
a região. Fato este que aumentou a força do boato e ele se tornou um dos
suspeitos.
Roman Godfrey é outro adolescente, mas filho de Olivia
Godfrey, dama controladora e “dona” da cidade. Roman é mimado, rebelde e muito,
mas muito esquisito. Ao que parece, nem ele sabe do que é capaz.
Outros assassinatos acontecem e Roman e Peter, que a esta
altura já desenvolveram um relacionamento parecido com amizade, resolvem tentar
desvendar o mistério por conta própria. Juntos, vão descobrir muitas coisas
impressionantes sobre suas famílias e sobre eles mesmos.
Basicamente, o que você vai encontrar é muito suspense,
lobos, vampiros, biotecnologia e até uma caçadora de “inimigos de Deus”
treinada pela Igreja Católica. Sim, é esquisito. Tão esquisito que levei um
tempo pra começar a gostar da série.
Não sei se posso dizer que vale a pena ir até o final. Eu
gostei. Mas, se você passar do 5º ou 6º episódio, vai ficar difícil parar. Mas,
se prepare! Surge uma avalanche de informações nos primeiros capítulos, algumas
ficam sem resposta, outras só serão sanadas nos últimos capítulos.
Eli Roth é conhecido pelos filmes ALBERGUE e ALBERGUE 2, além
de atuar em
Bastardos Inglórios, como o memoravelmente frio Donny “Urso
Judeu” Dorowitz.
Em
Hemlock Grove, faz um bom trabalho seguindo a mesma linha da
série American Horror Story.
Famke Jenssen é Olívia Godfrey, mãe de Roman e Shelley. Viúva
do irmão de Norman, Olivia é tão linda quando misteriosa. Dona do conglomerado
Godfrey, que inclui uma velha metalúrgica desativada e uma empresa de
biotecnologia, Janssen dá vida a uma mãe obcecada pelo filho e capaz de tudo
quando quer conquistar um objetivo.
Dougray Scott é Norman Godfrey, psiquiatra e pai de Letha. Tem
uma relação insossa com a esposa e intensa com a cunhada, Olivia.
Bill Skarsgard interpreta com maestria Roman Godfrey, filho
de Olivia. Irmão de Alexander Skarsgard, o
Erik de True Blood, e filho de Stellan
Skarsgard, Bill , definitivamente, herdou todo o talento da família. Roman é um personagem
complexo, cheio de nuances. Você nunca sabe se ele é bom ou ruim. Sempre
surpreendente, sexy e misterioro. Sem dúvidas, o melhor do elenco.
Amazon Eve interpreta Shelly Godfrey, filha caçula de Olívia
e irmã de Roman. Shelly tem uma história bastante peculiar. Passou por alguns
experimentos ainda criança e desenvolveu sérios comprometimentos físicos. Ainda
assim, Roman é apaixonado pela irmã. Inclusive, Shelly é a reponsável pela
mudança mais significativa na personalidade de Roman durante a história. O nome
da personagem é uma clara menção a Frankenstein, da autora Mary Shelley.
Penélope Mitchell interpreta Letha Godfrey, prima de Roman e
filha de Norman. Personagem um tanto quanto apagada na primeira metade da
temporada, mas de suma importância na história.
Landon Liboiron, ator canadense, interpreta Peter
Rumancek, um cigano misterioso que chega em Hemlock Grove às vésperas
do primeiro assassinato. Com boatos de que ele seria um lobisomem, Peter sofre um
bocado de bullying, mas sabe como dar a volta por cima. Aliás, às vezes você até
esquece que ele é um adolescente de 17 anos.
Lili Taylor interpreta Lynda Rumancek, mãe de Peter. Embora
tenha algumas participações, a primeira temporada não deixou muito claro qual é
exatamente a participação dela.
Freya Tingley é Christina. Aos 15 anos, Chrissy está certa
de que será uma grande escritora. Pra isso, ela alega que precisa ter experiências,
porque é disso que vive um escritor. Peça chave no desenrolar da trama.
Joel de la
Fuente interpreta Dr. Johann Pryce. É o braço direito de Olívia
na empresa de biotecnologia Godfrey. Pryce guarda a sete chaves um experimento
secreto denominado ... e, pra continuar trabalhando neste projeto, faz
absolutamente tudo que Olivia manda.
Kandyse McClure. Ao saber dos assassinatos em Hemlock Grove, Dra. Clementine
Chasseur aparece na cidade alegando ser do Departamento de Caça e Pesca e que
ajudaria nas buscas do animal que estava causando terror na cidade. Na verdade,
ela é enviada por um padre que organiza um tipo de sociedade secreta destinada
a destruir os “inimigos de Deus”.
Aaron Douglas é o xerife Sworn, pai viúvo de duas garotas,
amigas de Christina. Vai fazer de tudo pra descobrir quem é o assassino, mas
vai sofrer um duro golpe no meio da história.
Quando pensei em desistir de assistir, o que me fez
perseverar foi a técnica. A fotografia é quase sempre sombria, ambientes sempre
escurecidos. A sensação é que é sempre entardecer. Muito bom!
Os efeitos especiais são bem interessantes, principalmente
no quesito “transformação do lobo”. O cachorrão simplesmente sai de dentro do
indivíduo, derrubando globos oculares, dentes, etc. Se não bastasse, ainda come
a carcaça que sobrou do bípede que lhe prestava moradia. Sem mais delongas,
veja a cena.
A trilha sonora foi tão bem escolhida que se torna parte
integrante do cenário, das atuações, das sensações. Se você não quiser saber nada de Hemlock Grove, sugiro apenas que
escute a trilha sonora que é assinada por Nathan
Barr. Você não vai se arrepender!
PONTOS NEGATIVOS
Roteiro excessivo. Muita informação de uma só vez. Falta de
informações sobre as primeiras informações. A impressão que dá é que não deram
conta de explicar tudo. Mas vale lembrar que esta é apenas a primeira
temporada. Outras ainda virão e espero que algumas explicações venham também.
PONTOS POSITIVOS
A série é tecnicamente impecável. Excelentes atuações, ambientação,
clima, fotografia, enquadramentos, trilha sonora e boa direção. E ainda podemos
assistir os 13 episódios de uma só vez, se quisermos. Só por este aspecto, vale
a pena conferir Hemlock Grove.